GERARD MERCATOR: O Cartógrafo que Deu Nome ao Mundo e à Navegação.
- Utaiguara da Nóbrega Borges
- 4 de set. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 5 de set. de 2025

Gerard Mercator, nascido Gerhard Kremer em 5 de março de 1512, em Rupelmonde, Flandres (atual Bélgica), e falecido em 2 de dezembro de 1594, em Duisburg, Alemanha, aos 82 anos, foi muito mais do que um simples fazedor de mapas. Este matemático, geógrafo e cartógrafo flamengo distinguiu-se também como calígrafo, gravador, fabricante de instrumentos científicos e editor.
Uma Vida Dedicada ao Conhecimento
Mercator teve uma educação diversificada, frequentando a escola monástica de 's-Hertogenbosch, onde aprendeu caligrafia, e a Universidade de Lovaina, onde obteve seu mestrado em 1532. Foi em Lovaina que ele aprimorou suas habilidades em astronomia e geografia sob a tutela de Gemma Frisius. Mesmo sem ter viajado extensivamente, sua vasta biblioteca, correspondência com outros estudiosos e visitantes foram suas principais fontes de conhecimento geográfico.
No início de sua carreira, Mercator produziu diversas obras notáveis:
• Um manual de escrita em itálico, Literarum latinarum..., em 1540, que influenciou a adoção dessa caligrafia na cartografia;
• Um mapa detalhado da Palestina em 1537;
• Seu primeiro mapa-múndi, o Orbis Imago, em 1538, onde foi o primeiro a identificar a América do Norte e do Sul como continentes separados;
• Mapas de Flandres (1540), Europa (1554) e das Ilhas Britânicas (1564);
• Globos terrestres (1541) e celestes (1551).
A vida de Mercator não foi isenta de desafios. Em 1544, ele foi preso por sete meses sob suspeita de heresia devido às suas simpatias protestantes, embora tenha sido liberado por falta de provas. Esse evento provavelmente contribuiu para sua mudança para Duisburg, um ducado protestante, em 1552.
A Projeção de Mercator: Um Marco na Navegação
A maior contribuição de Mercator para a cartografia foi o desenvolvimento da Projeção de Mercator em 1569. Esta projeção cilíndrica revolucionou a navegação marítima.

Suas principais características incluem:
• Preservação de ângulos: É um mapa conforme, o que significa que as linhas de rumo constante (loxodromias) aparecem como linhas retas, facilitando a navegação;
• Distorção de tamanho e forma: À medida que se afasta do equador em direção aos polos, a projeção distorce drasticamente o tamanho e a forma das massas de terra. Por exemplo, a Groenlândia parece muito maior do que realmente é em comparação com a América do Sul;
• Meridianos e paralelos retos: São exibidos como linhas retas que se cruzam em ângulos retos;
• Impossibilidade de mostrar a Terra inteira: A projeção não consegue representar as regiões polares, onde a escala se torna infinita;
Embora a projeção de Mercator seja inadequada para representar o tamanho real das massas terrestres devido às distorções em altas latitudes, ela continua sendo o padrão para cartas náuticas em todo o mundo.
O Legado do "Atlas"

Mercator também é amplamente reconhecido por ter cunhado o termo "Atlas" para uma coleção de mapas. Ele utilizou o título Atlas sive Cosmographicae Meditationes de Fabrica Mundi et Fabricati Figura (Atlas, ou Meditações Cosmográficas sobre a Fabricação do Mundo e a Figura do que Foi Fabricado) para sua grande obra publicada postumamente em 1595. Mercator nomeou seu trabalho em homenagem ao mítico Rei Atlas da Mauritânia, um erudito astrônomo e filósofo que ele considerava o primeiro grande geógrafo, e não ao Titã Atlas que sustenta os céus.
Seu Atlas foi publicado em três partes, com a edição completa finalizada por seu filho Rumold e netos após sua morte. O conceito de um livro de mapas organizado e padronizado foi um grande avanço, popularizando o termo "atlas" que usamos até hoje.
Apesar de ter um amigo e colega notável, Abraham Ortelius, cujo Theatrum Orbis Terrarum (1570) é considerado por alguns como o primeiro atlas moderno devido à sua estrutura organizada, o nome de Mercator para uma coleção de mapas prevaleceu.
Gerard Mercator foi um visionário que deixou um impacto duradouro na cartografia, não apenas com sua projeção revolucionária para a navegação, mas também ao dar o nome a uma das ferramentas mais essenciais para entender o mundo: o atlas.
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Sobre o Autor do Post:
Geógrafo com Mestrado em Engenharia Cartográfica, Doutorado em Geociências e Pós-Doutorado na Arquitetura/Urbanismo e na Geografia. Minha jornada é guiada pela paixão por mapas e suas tecnologias, explorando a representação do espaço de maneira moderna e inovadora. Integrando Geotecnologias no contexto da Ciência, meu objetivo é compartilhar conhecimento e conteúdo promovendo uma melhor compreensão do mundo em que vivemos para um futuro mais sustentável.
📌 Este texto foi elaborado com apoio da ferramenta de Inteligência Artificial ChatGPT (OpenAI), utilizada para auxílio na redação e revisão do conteúdo.

